A Consciência amorosa não o torna um idiota

Sempre quando falo que precisamos desenvolver a compaixão aos diferentes níveis de consciência, isso não significa se tornar uma pessoa passiva, boba, que se deixa abusar, que não coloca limites.
Compaixão, como diria o Osho, é o amor que atingiu a maturidade.
Existe um estereótipo social de que a pessoa amorosa é uma pessoa pamonhona, meiguinha o tempo todo,que é passiva, submissa, que se deixa abusar. Não é nada disso!!!!! Essa pessoa que age assim, muito provavelmente,não é amorosa, é vaidosa, pois quer ter uma imagem de “boazinha”. Isso não é compaixão genuína, é “tipo”.
Jesus, por exemplo, era puro amor e foi um dos maiores rebeldes que esse mundo já viu. Inclusive, é justamente a consciência amorosa que nos dá vitalidade para gerarmos grandes transformações em nós mesmos e no mundo! O amor é revolucionário!!!!!!!

Podemos ter compaixão e ainda assim, ou melhor dizendo, principalmente por isso, colocarmos limites em relações indignas, agirmos em prol de causas sociais que nos tocam e afins.
O fato de termos compaixão por alguém não significa termos que nos submeter a um relacionamento indigno, porque a primeira compaixão é sempre pela gente mesmo.

E aí vem a pergunta “clássica”:

” Ah, Gisela, vou ter compaixão por bandido, estuprador, político corrupto?”

Sim, você acha que você encarnou na terceira dimensão por que?
Para conviver só com espíritos super evoluídos? Você está aqui justamente para aprender a lidar com diferentes níveis de consciência, como diria o Arly Cravo. Mas isso não significa ser conivente, não colocar limites, compactuar, mas significa agir sem brigar, ao invés de reagir como diria o Osho.
Se fosse para só aprender a lidar com gente evoluída você não estaria no planeta Terra.

Então, minha sugestão de hoje é: Não interprete a ideia de ser uma pessoa focada no afeto como ser um idiota vulnerável que se permite abusar. Essa pessoa que se deixa abusar é egocêntrica, porque, pelo medo da rejeição, se submete a qualquer tipo de indignidade.Isso não tem a ver com amorosidade, nem com compaixão e sim com auto-afirmação. É totalmente diferente! A amorosidade real vem do desenvolvimento da consciência que se dá por meio da meditação ( por meditação, quero dizer reconexão com a essência)

Com amor, leveza e alegria,

Gisela Vallin

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Gisela Vallin
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  1. Edna Correia da Silva disse:

    Adoro seus vídeos!!!
    Estou aprendendo muito com você, está mudando a minha vida, para melhor.
    Obrigada.