Por que é mais comum odiarmos alguém por quem já fomos apaixonados ?

 

Quando uma pessoa é obsessiva por alguém ,ela não enxerga a pessoa, só vê a projeção de si mesmo no outro. Sabe aqueles casos clássicos de fãs fundamentalistas que quase se matam por um ídolo ? Que gritam, esperneiam, choram, escrevem cartas quilométricas, quase tem uma síncope quando veem o ídolo ? Então, isso acontece, em geral, porque a pessoa nega a própria luz e vê sua luz projetada no outro. Esse fenômeno é comum e até saudável na adolescência se for por pouco tempo, enquanto a pessoa constrói a própria identidade e começa a ter uma melhor percepção de si própria.Porém, se perdurar a vida toda, é importante a pessoa avaliar o quanto esse fenômeno não está, eventualmente, sendo uma fuga de si mesmo.Não é que o outro, ou seja, o ídolo não tenha luz, é que, quando o fã é obsessivo, em geral é projeção, não é empatia.

Por isso que o fã obsessivo nem sabe quem é o ídolo verdadeiramente e, na primeira coisa que o ídolo faz que o decepciona ele se frustra e, muitas vezes, passa a odiar o ídolo que ” amava “. Isso acontece muito em relacionamentos também : quando estamos apaixonados, idealizamos e, quando enfim começamos a ver quem a pessoa é pelo fato da projeção ter baixado, achamos que fomos enganados por ela.

Podemos admirar alguém, isso sim, é empatia. A gente vai com a cara da pessoa, gosta da energia,sente afinidade,mas não existe a idealização de que a pessoa é perfeita ou igual a nós. Conseguimos percebê-la com todas as suas limitações e qualidades. Mas, quando vira uma obsessão, tem doença aí.

O mesmo acontece quando há ódio obsessivo. O fenômeno é o mesmo, a diferença é que no ódio obsessivo, a pessoa está projetando sua sombra no outro e não sua luz. É muito fácil a obsessão da paixão e a obsessão do ódio se tornarem seu oposto, pois são as duas faces da mesma moeda.

O que fazemos então para sairmos da obsessão e pararmos de nos ver nos outros ?
Reconhecemos nossa própria luz e acolhemos nossa própria sombra.
Meditação ajuda muito nesse sentido pois, com ela, saímos dessa polarização de luz e sombra, amor e ódio e nos reconectamos com o Ser.

Essa é a minha sugestão amorosa de hoje.

Com amor, leveza e alegria,

Gisela Vallin

 

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Gisela Vallin
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  1. César disse:

    Por isso que eu acabo achando inevitável, pelo menos na minha jornada, que um relacionamento tem que ser entre duas pessoas maduras e já suficientemente calejadas. Eu tenho 33 anos, posso dizer que uma aparência que ” agrada socialmente” de certa forma, mas é muito complicado pra mim, namorar uma mulher, só porque ela é ” bonita” ou ” atraente” ou coisa que o valha. Na verdade é por isso que tá todo mundo passando por maus bocados por aí, todo mundo achando que relacionamento é apenas atração sexual, fascínio, paixão e por aí vai.

    Cada vez mais, tenho conseguido estar sozinho e em paz comigo mesmo, sem estar compulsivo por um relacionamento com qualquer pessoa inconsciente e tirana por aí. Que venham as boas pessoas, se não vierem, tá tudo bem também! :)

    Grande abraço!

    1. Rosi disse:

      Gi,querida,seus vídeos estão me ajudando muito a melhorar minha visão sobre relacionamentos.Infelizmente,costumo atrair e a me interessar por homens que tem dificuldades para se relacionarem,mas espero que futuramente eu consiga melhorar tudo isso,afinal,estou começando agora a me iluminar.Bjs

  2. Rui Amaral disse:

    Oi Gisela,mandei msg para teu canal de youtube,gostava que me adicionasses facebook:rui.mm.amaral@gmail.com
    Obrigado,hoje vi teus vídeos pela primeira vez e salvaste-me o dia,obrigado por seres como és!Bj tuga,fica bem 😉

  3. Laine disse:

    Gisela, gostaria de marcar uma consulta com você. Como devo proceder. Preciso de sua ajuda!

  4. Adriana disse:

    Gisela queria te contar minha história e pedir seu conselho. Aos 39 anos conheci uma pessoa e foi algo tan especial que nos apaixonamos de imediato. Eu já tinha me conformado que iria ficar sozinha. Eu tinha minha vida suuuuper tranquila até demais em São Paulo um trabalho publico um apto onde vivíamos eu e minha filha de 16 anos. Depois de 2 meses de namoro virtual resolvi aceitar o desafio e fui pros EUA para conhecê-lo melhor. Isso foi em 2013 pra 214. Até hoje nunca mais voltei pro Brasil abandonei tudo pra viver esse amor que acabou comigo. Hoje não tenho nada nem casa nem carro e nem minha filha porque estamos separadas todo esse tempo. Só depois de quase 4 anos acordei e resolvi me livrar dessa relação doentia que quase me levou ao suicidio porque fui usada manipulada e destrossada Por uma pessoa que ainda insiste que me ama e não me deixa em paz e ainda hoje mesmo separados há 1 ano exerce um poder muito grande em mim. Tenho tanto medo de não conseguir superar esse trauma e voltar um dia a ter paz e não sentir mais esse descontrole emocional possessivo controlador e extremamente insano. Comecei assistir seus vídeos e isso tem me ajudado muito. Não tenho ninguém aqui pra conversar e desabafar e não quero que minha da família no Brasil fique sabendo do que estou passando porque sinto muita vergonha de ter sido tão tonta e agora fracassada. Por isso queria a oportunidade de ter um conselho seu que além do mais é uma especialista. Muitooooo obrigada

  5. Leila disse:

    Boa noite onde vc atende q cidade?obrigada